Origem
Nasceu em 1978, no crepúsculo do disco-sound, e cresceu na década de 80 — aquela que lhe moldou definitivamente o olhar. Entre novas siglas culturais, novos códigos estéticos e uma explosão de imagem e som, cedo percebeu que não teria de escolher: a música, a imagem e as artes plásticas chegaram-lhe ao mesmo tempo e nunca mais se separaram.
Percurso
O percurso que se seguiu é o de um criador que se recusa a habitar um único território. A música é a espinha dorsal, mas à sua volta orbitam a fotografia, o vídeo, o palco, o desenho, a ilustração e a pintura. Licenciado em Artes Visuais e com formação em tecnologias de Design, é atualmente mestrando em Gestão Cultural — um regresso ao estudo que corre em paralelo com a prática, nunca em substituição dela.
No som
É songwriter, compositor, produtor e frontman dos OUTER SKIN, banda de hard-rock melódico com presença e longevidade raras no panorama regional. O historial de concertos inclui participações em festivais ao lado de nomes internacionais como Linkin Park e Muse, e a discografia — a solo e com a banda — está hoje disponível em todas as plataformas de streaming. Teve ainda formação musical lírica sob a tutela do Maestro João Victor Costa, uma disciplina que trouxe outro rigor à voz e outra escuta ao que compõe.
Na imagem
Como realizador e diretor fotográfico, assinou vídeos musicais, curtas-metragens, documentários e videoarte. Do lado impresso, concebeu capas de álbuns e singles, tanto para edições de autor como para artistas de áreas musicais diversas — trabalho gráfico que nasce da mesma gramática visual que aplica ao vídeo e à fotografia.
No palco e na tela
Trabalhou como ator em projetos teatrais que atravessam a comédia, o drama e o musical. Mais recentemente, tem aprofundado o desenho, a ilustração e a pintura, participando em exposições coletivas — o campo onde hoje procura a maior participação e o maior aprofundamento.
Linguagem
Interessam-lhe as linguagens não-comuns, por vezes deliberadamente isentas de tecnicidade, mais próximas de uma sensação crua do que de um virtuosismo demonstrado. Na representação pictórica cruza a Natureza, o Urbano, as pessoas e o onírico, num registo visualmente alternativo dentro do universo pop-rock, fortemente marcado pelas linguagens da indústria musical, do cinema e da moda. De tudo isso extrai uma visão pessoal e interpretativa: a exigência é que cada trabalho tenha carácter original.